A Ocupação Continua A ocupação da Reitoria da Universidade Federal de Alagoas iniciada no dia 5 deste mês, continuará por tempo indeterminado, ou pelo menos, até sexta-feira, quando faremos uma nova Assembleia estudantil para decidir sobre a manutenção da mesma, e outros assuntos. A ocupação é o resultado do pouco caso que a atual gestão vem conduzindo a universidade e problemas que a aflinge. Além disso, o protesto foi decidido e aprovado em uma assembleia histórica, composta por mais de 700 estudantes. A audiência que era para acontecer ontem, dia 6, não aconteceu. Ocorreu sim, uma reunião na qual o Procurador Federal Rodrigo Henrique, a Reitora Ana Deyse, o atual Vice-Reitor Eurico Lobo e seus advogados e, do outro lado, isto é, representando os estudantes estavam uma equipe de 7 camaradas. Diante da não resolução das pautas pleiteadas pelos estudantes tanto do campus UFAL Maceió, quanto as de outros campi, resolvemos continuar a ocupação atendendo a decisão soberana da assembleia estudantil, embora o Diretório Cental Estudantil tenha tido entendimento diferente sobre o assunto. Entretanto, a posição majoritária dos estudantes e militantes que estão dormindo da reitoria, entendeu que nós devemos ficar. As reivindicações são várias, indo desde mudança na grande curricular a problemas de infraestrutura como a falta de salas de aula para os cursos, a exemplo dos de Teatro, Música e Canto. Nos campi do interior, a situação é ainda mais grave, pois, os estudantes de Psicologia ao se formar recebem um diploma provisório, o estágio na Clínica Escola, que é obrigatório eles não fazem, e por isso, não saem com a formação plena. Cabe a nós, estudantes, divulgarmos as causas que nos levam a tomar essa atitude, explicar a sociedade que a motivação-guia, é o senso de justiça e a indignação com a falta de competência gerencial daqueles que estão conduzindo esta universidade. Penso que este ato deve ser apoiado por todos cidadãos, pois, as questões da universidade atinge diretamente, à primeira vista, só os acadêmicos, contudo, isso torna-se falso, quando analisamos que o dinheiro que é gerido pela Reitora é do povo, é dos profissionais liberais, dos operários, dos cortadores de cana, dos camponeses... Dessa forma, a luta é de todos! Junte-se a nós, camaradas!
Escrito por Fernando Milton às 10h31
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